"E quando amanhecer
Eu quero estar aqui
Do teu lado
Mesmo até depois do instante
Em que tudo parar". (Lobão)
Apoiaste teus afetos em tantas histórias, fizeste de tantos seios teu recosto, amaste de todo corpo e amor mulheres de encanto.
Hoje, quem acorda ao teu lado, não mais menina, sou eu. E ouço tuas bobagens tão atuais, teu falar em balbucio, quase o silenciar das primeiras frases do dia.
Sorrio embaraçada, vejo teu rosto iluminado pela luz e lembro de outros sóis de minha infância. Volto a percorrer-te, eu sei, parece estranho ver-te tão próximo, e assim... com esse ar ostensivo. Tão claro, declaro nosso amor. Agora e sempre, como já era antes. Só faltava saber. Eu sei... Somos partes do mesmo todo.
Saturday, June 19, 2010
Monday, March 01, 2010
Sangue Morto nas Veias
E encontrei, em meio ao coração perdido tão boas lembranças...
O tempo que a gente sentava para escrever.
Era tão inspirador.
Sinto muito que nossos rumos tenham se arranhado, se machucado tanto.
Se pudesse, eternizaria o que houve de bonito.
E se tivesse todo o poder, talvez fizesse continuar.
"Não posso dizer
que você me dá palavras
Palavras são frágeis
Débeis, incoerentes
Nem sempre corretamente
Grafadas
Alimentam-se de desespero
De euforia
De necessidade de registrar
E perdem, tristemente
Sozinhas
No vazio de uma página
Todo o sentido de estar
Para quê essas perninhas,
tracinhos de tinta?
São pequenas
Perdem-se
Mesmo que ambiciosas
Rebuscadas
Finas, enfeitadas
Bonito é o que se demora
E não se pode captar
São olhos negros
A me percorrer
São luzes cintilantes
Ainda que pequenas,
dotadas de êxtase
São esses olhos
Ruas-sem-saída
O fundo da caixa
Um escuro que ilumina
As passagens do espírito
São esses olhos
Que namoram os meus
Tão frágeis
Feito palavras
Esquecidos nos seus."
(Olhar, 07/2008, para C.)
O tempo que a gente sentava para escrever.
Era tão inspirador.
Sinto muito que nossos rumos tenham se arranhado, se machucado tanto.
Se pudesse, eternizaria o que houve de bonito.
E se tivesse todo o poder, talvez fizesse continuar.
"Não posso dizer
que você me dá palavras
Palavras são frágeis
Débeis, incoerentes
Nem sempre corretamente
Grafadas
Alimentam-se de desespero
De euforia
De necessidade de registrar
E perdem, tristemente
Sozinhas
No vazio de uma página
Todo o sentido de estar
Para quê essas perninhas,
tracinhos de tinta?
São pequenas
Perdem-se
Mesmo que ambiciosas
Rebuscadas
Finas, enfeitadas
Bonito é o que se demora
E não se pode captar
São olhos negros
A me percorrer
São luzes cintilantes
Ainda que pequenas,
dotadas de êxtase
São esses olhos
Ruas-sem-saída
O fundo da caixa
Um escuro que ilumina
As passagens do espírito
São esses olhos
Que namoram os meus
Tão frágeis
Feito palavras
Esquecidos nos seus."
(Olhar, 07/2008, para C.)
Sunday, October 11, 2009
Olhos Azuis
Foi a última vez que vi aqueles olhos azuis.
Não concebia aceitar que toda a beleza daquelas íris, e a tranquilidade que de alguma maneira elas representavam, iria se apagar.
E passou, como passam as estações.
Os olhos se fecharam, os sentidos, sentimentos e o sofrimento passaram.
Chegou a primavera.
Ela certamente é uma flor, azul, que também, não demorará a murchar.
E renascerá sob outra forma, quase que sempre, quando alguém dela se lembrar.
A minha única dor é saber que não posso ver mais aqueles olhos...
Tia, descanse em paz.
Não concebia aceitar que toda a beleza daquelas íris, e a tranquilidade que de alguma maneira elas representavam, iria se apagar.
E passou, como passam as estações.
Os olhos se fecharam, os sentidos, sentimentos e o sofrimento passaram.
Chegou a primavera.
Ela certamente é uma flor, azul, que também, não demorará a murchar.
E renascerá sob outra forma, quase que sempre, quando alguém dela se lembrar.
A minha única dor é saber que não posso ver mais aqueles olhos...
Tia, descanse em paz.
Saturday, August 29, 2009
Na sala de espera do dentista
- Vou exterminar o mundo, veja minhas bombas! - bradou o menino, com os legos sobrepostos.
- Se você exterminar o mundo, não vai mais existir também - alertou o homem que me acompanhava.
- Claro que vou, sou o Homem Invisível!
- Mas e sua mamãe, como ia ficar? - indaguei, tentando fazer o pequenino "refletir sentimentalmente".
- Ia ficar morta - respondeu ele, voltando os olhos para as pecinhas filosóficas.
- Se você exterminar o mundo, não vai mais existir também - alertou o homem que me acompanhava.
- Claro que vou, sou o Homem Invisível!
- Mas e sua mamãe, como ia ficar? - indaguei, tentando fazer o pequenino "refletir sentimentalmente".
- Ia ficar morta - respondeu ele, voltando os olhos para as pecinhas filosóficas.
Monday, July 13, 2009
Transcrição não fiel de um dia desses
Jul/09
Nesta folha, apanhada no banheiro do hospital, registro aquilo que preciso que seja dito, expelido, expulsado.
Minha vida é quase uma vergonha, de tão insignificante, confrontada e espremida por tantos corpos perecíveis que dividem o espaço comigo, e são alheios, aversivos a mim.
Meus olhos, fatigados, inchados, tão apáticos, nebulosos, quando os fecho, veem as muitas imagens embaralhadas, e empileiradas nas estantes da memória - lá, o pó das dores, de tudo que pude ser e não fui, de toda a minha estranheza com o que sou, arde-me o nariz.
Acho que quem conta histórias assim como eu, morre um pouquinho para a vida. A representação não reporta com fidelidade a vivência. E quem, como eu, escreve, esquece um pouco do que é real.
Mas escrever, meu amigo, é minha prece, compreenda.
Quando deito na (apagaram a luz do hospital, escrevo no escuro, nem sei se escrevo).
Dormi. Sonhei que flutuava, girava em distintas direções.
Nesta folha, apanhada no banheiro do hospital, registro aquilo que preciso que seja dito, expelido, expulsado.
Minha vida é quase uma vergonha, de tão insignificante, confrontada e espremida por tantos corpos perecíveis que dividem o espaço comigo, e são alheios, aversivos a mim.
Meus olhos, fatigados, inchados, tão apáticos, nebulosos, quando os fecho, veem as muitas imagens embaralhadas, e empileiradas nas estantes da memória - lá, o pó das dores, de tudo que pude ser e não fui, de toda a minha estranheza com o que sou, arde-me o nariz.
Acho que quem conta histórias assim como eu, morre um pouquinho para a vida. A representação não reporta com fidelidade a vivência. E quem, como eu, escreve, esquece um pouco do que é real.
Mas escrever, meu amigo, é minha prece, compreenda.
Quando deito na (apagaram a luz do hospital, escrevo no escuro, nem sei se escrevo).
Dormi. Sonhei que flutuava, girava em distintas direções.
Sunday, May 24, 2009
Acidental
"Me lembro de você, e de tanta gente que se foi. Cedo demais."
A vida é frágil.
Disse um sensacionalista, não vale o botão de sua camisa.
A gente sabe, a gente sabe, viver é ironia.
Dá pra sentir o gosto amargo no dom de ver com todo o ser: dói.
Cada passo segue uma direção que não se sabe.
E há atalhos, há detalhes no caminho, há risos, há desejos, há sonhos, há um corpo, há um sonho perdido, há um escuro infinito, há um corpo frio.
A inexistência. A insignificância. O não existir. Não ser, não sentir, não pensar.
Meninos, não acelerem a passagem de vocês pela vida.
A velocidade é traiçoeira.
A vida é frágil.
Disse um sensacionalista, não vale o botão de sua camisa.
A gente sabe, a gente sabe, viver é ironia.
Dá pra sentir o gosto amargo no dom de ver com todo o ser: dói.
Cada passo segue uma direção que não se sabe.
E há atalhos, há detalhes no caminho, há risos, há desejos, há sonhos, há um corpo, há um sonho perdido, há um escuro infinito, há um corpo frio.
A inexistência. A insignificância. O não existir. Não ser, não sentir, não pensar.
Meninos, não acelerem a passagem de vocês pela vida.
A velocidade é traiçoeira.
Wednesday, March 18, 2009
A cada ano...
Ontem (17), mais um ano de vida.
Um ano ansioso, dias empurrados à força, algumas novidades deliciosas, outras doídas.
O existencialismo versus a realidade de ser.
Preocupação, kg a menos, às vezes a tristeza de tudo parecer errado.
Mas também o amor, a constância, desejo liquefeito, a mão para seguir.
O carinho de mãe como se ainda eu fosse a criança de 19 anos atrás...
Os micro-sentidos, o ponteiro do relógio, o sol, o trânsito, uma cama para os dias frios, comida e roupa limpa depois dos estudos e do dia cansado de trabalho. O sono, o meu refúgio letárgico. A esperança de tudo parecer melhor, a cada dia...
Um ano ansioso, dias empurrados à força, algumas novidades deliciosas, outras doídas.
O existencialismo versus a realidade de ser.
Preocupação, kg a menos, às vezes a tristeza de tudo parecer errado.
Mas também o amor, a constância, desejo liquefeito, a mão para seguir.
O carinho de mãe como se ainda eu fosse a criança de 19 anos atrás...
Os micro-sentidos, o ponteiro do relógio, o sol, o trânsito, uma cama para os dias frios, comida e roupa limpa depois dos estudos e do dia cansado de trabalho. O sono, o meu refúgio letárgico. A esperança de tudo parecer melhor, a cada dia...
Friday, February 13, 2009
Percebo que os gestos são todos programados, vc acorda cansado do dia todo por vir e das pessoas com as mesmas expressões "sublimes", o sorriso mentiroso e alegria burra de mais um dia. De mais um dia não vivido.
Eu quero dançar valsa na chuva, namorar numa mata (uii), rir e pular, correr, me despir para o sol, me encantar com as cores.
Abraçar travesseiro... procurar uma estrela. Lembrar de alguém com amor.
Chuva, ar-condicionado, roupa de frio, cansaço e tédio.
Eu quero dançar valsa na chuva, namorar numa mata (uii), rir e pular, correr, me despir para o sol, me encantar com as cores.
Abraçar travesseiro... procurar uma estrela. Lembrar de alguém com amor.
Chuva, ar-condicionado, roupa de frio, cansaço e tédio.
Wednesday, February 04, 2009
Escrevendo a dois
Hoje parei pra rever e-mails.
Como não há nada de legal para escrever, minha cabeça está cheia de problemas, e eu neeem quero fazer explosão emocional, vou transcrever um texto, uma história, estória, conto, sei lá o que é, foge à lógica e a tudo de normal desse mundo. Mas o que importa é a experiência vivida: tirar um tempo do dia (mesmo tendo muitas tarefas, tanto eu quanto ele), tentar criar algo que possa interagir com o que o outro pensa, traçar uma trama e esperar que a pessoa do lado de lá dê ênfase, ou mude tudo, leve pra outro lado... enfim, foi meio maluco. Acabou sem decreto, apenas por falta de ... nem sei.
O mais engraçado é que nunca tivemos uma conversa... normal.
E nem nos conhecemos... direito.
Hortêncio* virou literatura. Era maleável como um folha de papel molhada. E numa folha pode caber o infinito e um pouco mais. Ele dizia que isso o excitava e o fazia pular freneticamente com suas tranças azuis. Era um rapaz curioso, e pensava em coisas muito esquisitonas. Seus braços já não eram aqueles do nascimento: tinham sofrido mudanças significativas depois de sua saga a um Universo muito próximo. Agora estava planejando algo revolucionário.
(...)
De fato, concluiu que o amor atuava como um acelerador do tempo. Quando sentia um tesão emocional, parece que o mundo se tornava leve como brisa; a boca se encancarava com os dentes para fora, e o peito inflava sôfrego. Era bom lembrar de seu nome e suas vertentes, afinal, havia dias que se encontrava em um local desconhecido, onde ninguém o chamava. Tampouco ouvia a própria voz, a não ser os urros que soltava por convivência com criaturas distintas. E, como um menino franzino, olhava-se da cabeça aos pés com ternura e dizia: "Hortenciozinho, Hortêncio, Hortêncio Ortiz... Amooor... Amooor!"
Quando retornou do devaneio à luz, o seu amigo imaginário já havia encontrado caminhos para vencer o jogo. Venceu, levantou os braços e sumiu; Hortêncio nem se importou. Não se importava com jogos! Pensava, deitado, reflexivo e calmo sobre a última vez em que sentira o amor tomar conta de si. Nesse momento, um fruto de uma árvore estranha caiu em sua barriga. Nunca havia visto fruto igual; pegou-o com destreza, e jogou-o ao ar três vezes. Depois segurou-o levemente, movendo-o de uma mão para outra, e pôs-se a dizer:
- É... é só o amor!
* Nome alterado, porque ele nem sabe que estou publicando isso. Não que se importasse. Ele é a pessoa mais excêntrica e tranqüila que já vi passar à frente de meus olhos.
P.S.: Acabei apagando a história, era muiiiita coisa. E ninguém ia ler.
Então, ficou essas partes desconexas. Mas que eu gosto, e as duas eu que escrevi, rs.
Como não há nada de legal para escrever, minha cabeça está cheia de problemas, e eu neeem quero fazer explosão emocional, vou transcrever um texto, uma história, estória, conto, sei lá o que é, foge à lógica e a tudo de normal desse mundo. Mas o que importa é a experiência vivida: tirar um tempo do dia (mesmo tendo muitas tarefas, tanto eu quanto ele), tentar criar algo que possa interagir com o que o outro pensa, traçar uma trama e esperar que a pessoa do lado de lá dê ênfase, ou mude tudo, leve pra outro lado... enfim, foi meio maluco. Acabou sem decreto, apenas por falta de ... nem sei.
O mais engraçado é que nunca tivemos uma conversa... normal.
E nem nos conhecemos... direito.
Hortêncio* virou literatura. Era maleável como um folha de papel molhada. E numa folha pode caber o infinito e um pouco mais. Ele dizia que isso o excitava e o fazia pular freneticamente com suas tranças azuis. Era um rapaz curioso, e pensava em coisas muito esquisitonas. Seus braços já não eram aqueles do nascimento: tinham sofrido mudanças significativas depois de sua saga a um Universo muito próximo. Agora estava planejando algo revolucionário.
(...)
De fato, concluiu que o amor atuava como um acelerador do tempo. Quando sentia um tesão emocional, parece que o mundo se tornava leve como brisa; a boca se encancarava com os dentes para fora, e o peito inflava sôfrego. Era bom lembrar de seu nome e suas vertentes, afinal, havia dias que se encontrava em um local desconhecido, onde ninguém o chamava. Tampouco ouvia a própria voz, a não ser os urros que soltava por convivência com criaturas distintas. E, como um menino franzino, olhava-se da cabeça aos pés com ternura e dizia: "Hortenciozinho, Hortêncio, Hortêncio Ortiz... Amooor... Amooor!"
Quando retornou do devaneio à luz, o seu amigo imaginário já havia encontrado caminhos para vencer o jogo. Venceu, levantou os braços e sumiu; Hortêncio nem se importou. Não se importava com jogos! Pensava, deitado, reflexivo e calmo sobre a última vez em que sentira o amor tomar conta de si. Nesse momento, um fruto de uma árvore estranha caiu em sua barriga. Nunca havia visto fruto igual; pegou-o com destreza, e jogou-o ao ar três vezes. Depois segurou-o levemente, movendo-o de uma mão para outra, e pôs-se a dizer:
- É... é só o amor!
* Nome alterado, porque ele nem sabe que estou publicando isso. Não que se importasse. Ele é a pessoa mais excêntrica e tranqüila que já vi passar à frente de meus olhos.
P.S.: Acabei apagando a história, era muiiiita coisa. E ninguém ia ler.
Então, ficou essas partes desconexas. Mas que eu gosto, e as duas eu que escrevi, rs.
Tuesday, January 06, 2009
O Vereador Japonês
Era um morto de terno. De terno, o terno para sempre, com a diferença que agora a roupa maquiava-o de seu corpo dilacerado, despedaçado, multifacetado de tripas e sangue, prato dos deuses para os vermes - escondia o pinto murchinho pendido pra esquerda, e não mais sua falta de integridade.
Monday, December 29, 2008
No meio de tudo, Super Mario!

Há tempos tô ruim pra postar nisso aqui.
Venho vez ou outra registrar devaneios pesados, chatos, coisas tão subjetivas, tão sei lá...
Ando assim, sem saber articular idéias... Sem construir pensamentos bacanas, e na verdade, acho que tô um saco.
Ando cansando muito por pouco (já que estou de férias dos estudos e de semi-férias do trabalho), neurótica sem motivos, superego em alta, como sempre, mas dessa vez ao máximo... Nem deixo o ID rolar solto, tadinho...
E sabe?
Tô cansada de tudo... Não vejo graça em nada, nem me deprimir consigo. Acho que a cada dia adentro mais a vida adulta, e a simplicidade vai se esvaindo... esvaindo, indo solta que só.
Às vezes trazemos à tona épocas boas à lembrança como um alento, daí o motivo de muita gente ter aquela nostalgia danada ao lembrar da infância - tempo de agir sem preocupações morais.
É tanta censura, não pode, não deve, não põe na boca, não põe, não, não...
... que nos transformamos nesses bichinhos com medo do fogo do inferno, da vida, da morte, de respirar, de sentir tesão ão, é...
Todo mundo fica naquela ânsia de fazer o último post do ano, o balanço de tudo que aconteceu, pô, convenhamos? Eu não gosto de "pôr no papel" os acertos e erros, prefiro o mecanismo do esquecimento... ele funciona comigo, até demais, inclusive... esqueci o que ia dizer. Hum...
Se eu fosse analisar a vida, diria que ela não é toda conseqüência, é também passar pelo imprevisível.
G* não pediria pra morrer antes de conhecer a vida na terra, fazer apenas parte de mais uma lápide.
A vida é estranha.
Sabe o que quero contar dos meus últimos momentos desse ano?
Joguei muito Super Mario World!!!
Voltei àquela vontade pueril de descobrir as fases, brigar com o irmão e o namorado pra jogar de novo depois de "morrer"...
Lembrei dos natais de quando era pequenina, eu e meu irmão ganhamos o Super Nintendo e ganhávamos fitas, eu tinha do Pinóquio, ele do Street Fighter, que saudade!
Emuladores lá são um retorno ao passado, e ajudam a gente ficar bobinho, bobinho!
É o marketing, o mesmo que faz o Papai Noel ser vermelho, e as luzinhas brilharem...
Na verdade, o Natal tá lembrando Jesus Cristo?
O barrigudo tá tomando a cena...
E muitas outras figurinhas. $, oh yeah!
Wednesday, December 10, 2008
Icarus

"Voar, voar
Subir, subir
Ir por onde for
Descer até o céu cair
Ou mudar de cor
Anjos de gás
Asas de ilusão
E um sonho audaz
Feito um balão..."
Subir, subir
Ir por onde for
Descer até o céu cair
Ou mudar de cor
Anjos de gás
Asas de ilusão
E um sonho audaz
Feito um balão..."
- Filha, olha, ar puro... Liberdade! Sabia que a moto foi inventada para fazer face ao sonho do homem de voar?
- Pai, você já me disse isso 254 vezes!
- Aí veio o capacete pra atrapalhar... pra prender a gente...
- Poxa, melhor do que estourar o cérebu, né?
- Ah, bastava aquele "protetor" que os ciclistas usam, aquele assim, sabe? Mas voltando, imagina filha, você voando, imagine que fantástico, extraordinário... Percorrer todo o céu!
- Ué, se eu pudesse voar seria normal... "Pai, vou dar uma voadinha com meu namorado", "Eita, essa menina disse que ia voar rapidinho e não voltou até agora", "Desliga esse pc aí mano, vão vuá, pô!"
Saturday, November 08, 2008
Psicose
- Preciso do Sol, o Sol é lindo, eu quero calor, mas não posso, não posso ver o Sol.
- Que manhã linda! Vem ver o Sol! Não quero, aperto os olhos para escurecer o quarto, não quero esse brilho de luz na janela.
Eu tenho medo.
Os prédios parecem grandes demais, quem os fez assim?
Quanta coisa há escrita, que pensam as pessoas?
Os lixeiros carregam o lixo fedido, enquanto eu durmo e me reviro, para lá e para cá, despertando dos muitos pesadelos próprios dos sábados.
Olho os carros, para onde vão?
Há gente fodendo, há gente catando papelão para comer.
Há gente rezando, há gente matando.
Há gente bebendo, há gente negociando.
Há gente nos hospícios (tem lugar para mais um?), há gente pegando as mina nas baladas.
Há gente correndo, há gente doente nos hospitais.
Eu vejo os pais e as crianças no parque, e imagino todos gelados, estáticos, inexistentes. Era uma vez no parque.
Eu penso em meus olhos cansados, no que é o amor que eu não sei o que é. Eu não amo, ninguém ama.
Eu vejo e temo os caras de terno.
Quantas gotas de suor amargo carregam um rio?
Quanta vida há por aí, e quem vale alguma coisa?
Quanta coisa feia,
Quanta estupidez!
É estranho...
Vem aquela vozinha de novo, a vida é boa, aqueles dentes amarelos tímidos, ela é boa sim, pra quem sabe se enganar.
- Que manhã linda! Vem ver o Sol! Não quero, aperto os olhos para escurecer o quarto, não quero esse brilho de luz na janela.
Eu tenho medo.
Os prédios parecem grandes demais, quem os fez assim?
Quanta coisa há escrita, que pensam as pessoas?
Os lixeiros carregam o lixo fedido, enquanto eu durmo e me reviro, para lá e para cá, despertando dos muitos pesadelos próprios dos sábados.
Olho os carros, para onde vão?
Há gente fodendo, há gente catando papelão para comer.
Há gente rezando, há gente matando.
Há gente bebendo, há gente negociando.
Há gente nos hospícios (tem lugar para mais um?), há gente pegando as mina nas baladas.
Há gente correndo, há gente doente nos hospitais.
Eu vejo os pais e as crianças no parque, e imagino todos gelados, estáticos, inexistentes. Era uma vez no parque.
Eu penso em meus olhos cansados, no que é o amor que eu não sei o que é. Eu não amo, ninguém ama.
Eu vejo e temo os caras de terno.
Quantas gotas de suor amargo carregam um rio?
Quanta vida há por aí, e quem vale alguma coisa?
Quanta coisa feia,
Quanta estupidez!
É estranho...
Vem aquela vozinha de novo, a vida é boa, aqueles dentes amarelos tímidos, ela é boa sim, pra quem sabe se enganar.
Saturday, October 11, 2008
Marginal
Sinto-me à margem de minha própria vida.
À margem dos amigos que deixei no passado (e as juras? onde moram agora? num túmulo florido?)
à margem dos amores doentios que me davam prazer, (eles sempre me deixaram à margem, eu já disse uma vez que sou masoquista, não?!)
à margem do meu trabalho, (palavrório, impotência, quem sou eu? um dinheirinho para sobreviver)
à margem de meus estudos (aonde isso vai me levar? queria poder errar menos; viver mais na realidade; sonho em ser uma escritora razoável, algum dia, talvez, mais que isso é ilusão)
à margem da minha família, (mãe, um beijo de café da manhã, amo você, queria ter tempo para dormir entre você e papai... eu ainda tenho medo... papai se pudesse quebraria todos os relógios do tempo, eu sei)
do meu garoto (vejo você como meu Jesus?)
também à margem da religião...
deixei de lado minha vida espiritual, não concordo com a idéia que a Igreja me oferece:
Jesus morreu por você; sofreu por você; foi chicoteado por você; martirizou-se para salvar a você...
E cruzes com sangue... coroa de espinhos.
é muito fácil notar que essa idéia de "liberte-se, você tem um salvador que sofreu por seus pecados" nos torna adoradores do sofrimento alheio.
quem é que não sorri tendo em vista seu bode expiatório? (finalmente, me explicaram o sentido dessa expressão)
acho que volto à velha concepção de que somos bem e mal, e sei que não devo explicar, vocês entendem.
Insensibilidade (essas coisas que escrevemos em dias de revoltas reflexivas)
Lê revistas femininas, enquanto acha graça nesse meu sorriso metálico, e imagina o novo cabelo.
Tem-me flor desabrochada. É seiva de meu lamento.
Está fazendo calor nesse edredon (somos calor!). Mas continue aqui, esconda-se!
Vele o meu sono fingido.
Não sei entender a distância,
preciso de seu aconchego-útero.
Sei bem que você se transforma em mim.
Não falo em androginia (que desespero essa palavra me dá!)
Também não falo propriamente de sexo.
"Não é só isso! Como eu te amo!"
Será Amor?
amor de mãe, sou fetal... fétida!
Uma alma bondosa?
perdoa a Deus por mim. Deus tem piedade?
o sujeito oculto não tem.
O esboço de um pai?
dá-me balinhas e chocolate, sua mãozona para atravessarmos a rua, beija-me a fronte, "meu bebê"...
Um afetado pelo ostracismo?
"Você apagou todo o meu passado... me trouxe ostras coisas, sabia?"
Não fitava-lhe os olhos,
meus olhos eram horizonte embaçado de perguntas.
Deliciava-me ao ver a disparidade entre nossos modos: suas palavras infinitas, meu silêncio de indiferença.
Olhei com medo, meus olhos temiam os dele.
Ele é um estranho para mim ... todos os dias, desde que nos conhecemos.
À margem dos amigos que deixei no passado (e as juras? onde moram agora? num túmulo florido?)
à margem dos amores doentios que me davam prazer, (eles sempre me deixaram à margem, eu já disse uma vez que sou masoquista, não?!)
à margem do meu trabalho, (palavrório, impotência, quem sou eu? um dinheirinho para sobreviver)
à margem de meus estudos (aonde isso vai me levar? queria poder errar menos; viver mais na realidade; sonho em ser uma escritora razoável, algum dia, talvez, mais que isso é ilusão)
à margem da minha família, (mãe, um beijo de café da manhã, amo você, queria ter tempo para dormir entre você e papai... eu ainda tenho medo... papai se pudesse quebraria todos os relógios do tempo, eu sei)
do meu garoto (vejo você como meu Jesus?)
também à margem da religião...
deixei de lado minha vida espiritual, não concordo com a idéia que a Igreja me oferece:
Jesus morreu por você; sofreu por você; foi chicoteado por você; martirizou-se para salvar a você...
E cruzes com sangue... coroa de espinhos.
é muito fácil notar que essa idéia de "liberte-se, você tem um salvador que sofreu por seus pecados" nos torna adoradores do sofrimento alheio.
quem é que não sorri tendo em vista seu bode expiatório? (finalmente, me explicaram o sentido dessa expressão)
acho que volto à velha concepção de que somos bem e mal, e sei que não devo explicar, vocês entendem.
Insensibilidade (essas coisas que escrevemos em dias de revoltas reflexivas)
Lê revistas femininas, enquanto acha graça nesse meu sorriso metálico, e imagina o novo cabelo.
Tem-me flor desabrochada. É seiva de meu lamento.
Está fazendo calor nesse edredon (somos calor!). Mas continue aqui, esconda-se!
Vele o meu sono fingido.
Não sei entender a distância,
preciso de seu aconchego-útero.
Sei bem que você se transforma em mim.
Não falo em androginia (que desespero essa palavra me dá!)
Também não falo propriamente de sexo.
"Não é só isso! Como eu te amo!"
Será Amor?
amor de mãe, sou fetal... fétida!
Uma alma bondosa?
perdoa a Deus por mim. Deus tem piedade?
o sujeito oculto não tem.
O esboço de um pai?
dá-me balinhas e chocolate, sua mãozona para atravessarmos a rua, beija-me a fronte, "meu bebê"...
Um afetado pelo ostracismo?
"Você apagou todo o meu passado... me trouxe ostras coisas, sabia?"
Não fitava-lhe os olhos,
meus olhos eram horizonte embaçado de perguntas.
Deliciava-me ao ver a disparidade entre nossos modos: suas palavras infinitas, meu silêncio de indiferença.
Olhei com medo, meus olhos temiam os dele.
Ele é um estranho para mim ... todos os dias, desde que nos conhecemos.
Saturday, September 20, 2008
Um conto... Aumentado.
IndigenteVou correr contra o tempo. Não consigo sorrir para esse sofá monótono e inútil. Quero ganhar o asfalto; mal sei atravessar as ruas.
- Mãe, quanto trânsito e poluição! A gente vive trabalhando! Ah, eu queria viver no campo com as vaquinhas!
O espelho retrovisor tenta me comover.
"Por que é que eu preciso ter pena de mim? "
Não sei se combino com o urbanismo. Às vezes tenho vontade de não comer nada, ficar pálida e com olheiras monstruosas: gosto de parecer inacessível. É uma força que faço para que não me incomodem.
"Hã? Hum? Falou comigo?"
"Menina desligada!"
"É, ahn!"
Volto ao momento em que me vi tão desprendida. A calça nova já velha, preta e desbotada, um andar solto, os tênis frouxos. Carrego poucas moedas. É tudo o que tenho.
"Um ladrão passaria reto por mim."
Não tenho nada. Só uma sprite, que pareceu combinar com meu espírito (a propaganda não é cruel). E tenho uma boa alma, ah! Mas isso ninguém rouba. Um ladrão passaria reto por mim. Talvez até zombasse, ora essa! Eu só tinha minhas moedas!
Vi-me assim. Soltei as moedas: dormiram no chão. Sorri para a vida.
"Ah, meu Deus! Essa vida é boa. Eu não entendo nada, não sei de nada, sei só enrolar o tempo. Sei também fingir que sou feliz."
Não havia nada que eu desejasse. Desejar implica desgaste. Eu sabia até aceitar que um dia poderia não mais ter o amor que me move, tanto amor já me moveu... morreu. Eu sei rir. Sou feliz com minhas moedas. Sei gozar com devaneios. E não preciso de um outro ser. Sei viver como um vagabundo na calçada. Gosto de chorar mágoas vendo o Sol nascer. A vida é bonita, para quem sabe se enganar. O homem dos papéis, todo sujo, todo riso... Riso que corta, riso que me cortou. Riso que me diz:
- A vida é boa, menina!
Riso que conforta-se. E conserva vida.
"A vida é boa!"
Meu sorriso é todo lágrimas. A vida é injusta com esse homem.
Nunca vou me esquecer daquele riso.
Friday, August 15, 2008
Egoísmo
Eu perdi a vontade de escrever.
A literatura canaliza meus encantos! Ah, bons encantos.
Mas não sei, acho tudo que nos acontece muito particular; talvez não carregue consigo muito ensinamento ou simples que seja, partícula de entretenimento. Tudo que vivencio, é meu. A empatia existe, somos semelhantes. Mas quem é que se realiza na vitória do outro?
Confesso que me acho egoísta, sempre egoísta. Uma palavra mordaz me fere até os ossos, mas sinto um prazer obscuro quando sei que, por exemplo, alguém sofre por mim.
Mas quem sofre por mim?
Logo eu, tão desinteressante.
Tão lesada.
Tão distante de tudo.
"Tão depressiva", como os idiotas que "não me conhecem" ainda dizem por aí.
Mas não me importo tanto. Encontrei alguém que me preenche. Queria que ele fosse capaz também (mas que abuso!) de enegrecer o passado que ainda me oferece os pesadelos que de tão dolorosos porém belos, são quase sonhos.
Ontem ainda, eu chorei. "Era cedo", deu tempo de entrar na igreja para orar. O padre, que conheci em faces mais vermelhas e sorrisos largos, caminhou sério até a capelinha e conduziu o símbolo sagrado de Jesus pelo vasto espaço da igreja; esperei um sorriso, mas ele levava o Senhor com uma seriedade que declarava respeito. Fui ganhando a parte externa da igreja, seguindo devagar pela praça, chorando por uma alegria que não compreendi.
Na verdade, pensava nas desigualdades, porque via o sofrimento de uma pessoa que caminhava com dificuldade, enquanto minhas pernas faziam um movimento fácil, melhorado pela calça legging. Olhava para o céu e chorava. E conversava, conversava com Deus. E chorava, mas sorria como quem entende algo com emoção. Considerava que o corpo, essa frágil "estrutura" que vai ser consumida por vermes não é nada perto do eterno, da abstração dos céus, do amor que movimenta a vida. Porque desenfreadamente fazemos amor, somos amor, vivemos por amor (mexicano isso, não?).
Sou oceano de mágoas quando lembro daquela paixão que não pôde ser. Ainda dói, dói em cada fio de cabelo, dói em cada unha esmaltada. Dói. Porque não aprendi a aceitar que há alguém além de mim.
Sou quase nada.
E não posso esquecer, sou egoísta.
A literatura canaliza meus encantos! Ah, bons encantos.
Mas não sei, acho tudo que nos acontece muito particular; talvez não carregue consigo muito ensinamento ou simples que seja, partícula de entretenimento. Tudo que vivencio, é meu. A empatia existe, somos semelhantes. Mas quem é que se realiza na vitória do outro?
Confesso que me acho egoísta, sempre egoísta. Uma palavra mordaz me fere até os ossos, mas sinto um prazer obscuro quando sei que, por exemplo, alguém sofre por mim.
Mas quem sofre por mim?
Logo eu, tão desinteressante.
Tão lesada.
Tão distante de tudo.
"Tão depressiva", como os idiotas que "não me conhecem" ainda dizem por aí.
Mas não me importo tanto. Encontrei alguém que me preenche. Queria que ele fosse capaz também (mas que abuso!) de enegrecer o passado que ainda me oferece os pesadelos que de tão dolorosos porém belos, são quase sonhos.
Ontem ainda, eu chorei. "Era cedo", deu tempo de entrar na igreja para orar. O padre, que conheci em faces mais vermelhas e sorrisos largos, caminhou sério até a capelinha e conduziu o símbolo sagrado de Jesus pelo vasto espaço da igreja; esperei um sorriso, mas ele levava o Senhor com uma seriedade que declarava respeito. Fui ganhando a parte externa da igreja, seguindo devagar pela praça, chorando por uma alegria que não compreendi.
Na verdade, pensava nas desigualdades, porque via o sofrimento de uma pessoa que caminhava com dificuldade, enquanto minhas pernas faziam um movimento fácil, melhorado pela calça legging. Olhava para o céu e chorava. E conversava, conversava com Deus. E chorava, mas sorria como quem entende algo com emoção. Considerava que o corpo, essa frágil "estrutura" que vai ser consumida por vermes não é nada perto do eterno, da abstração dos céus, do amor que movimenta a vida. Porque desenfreadamente fazemos amor, somos amor, vivemos por amor (mexicano isso, não?).
Sou oceano de mágoas quando lembro daquela paixão que não pôde ser. Ainda dói, dói em cada fio de cabelo, dói em cada unha esmaltada. Dói. Porque não aprendi a aceitar que há alguém além de mim.
Sou quase nada.
E não posso esquecer, sou egoísta.
Sunday, August 10, 2008
Rosa póstuma
Sunday, July 27, 2008
- Esse pirata é bicha!

- Ah, pai, tenha dó! Ele é um sonho de homem. Olha que charme! Deus queira me dar um desses um dia!
Não, não pretendo escrever sobre o Jack S., nem dizer que o Depp é um ator que me atrai, não, nada disso, isso é muito óbvio. E já virou clichêzão de gente que se acha excêntrica (como eu! hahaha).
Pretendo sim, dessa vez, não me entregar àquela minha peculiar digressão sem fim. Bem, o assunto também não é o homossexualismo em si.
Na verdade, o que quero dizer é fruto de tempos de observações, sem respostas tão concretas. Vocês talvez possam me ajudar.
Sabem aquelas pessoas que geralmente são tachadas de gays, mas na real não o são?
Eu explico melhor: Homens mais delicados, instrospectivos, inspirados, expressivos, charmosos, educados, gentis...
Geralmente, as mulheres têm o ideal masculino associado àquela figura de "machão" - cafajeste, estúpido, sem tanta emoção. Podem não concordar, mas eu confesso que já me interessei por muitos caras assim, e não sei bem o porquê. Seria talvez masoquismo?
Naquela mesma feira que comentei no post passado, estava eu sentadinha numa mesa, enquanto o movimento era fraco, fim de dia...
E de repente veio um cara bêbado pra dedéu papear e desfilar as besteiras mais imundas do mundo. Tudo bem que eu dei corda, deixei ele contar as histórias dele, e até bebi uma cervejinha com ele (e tenho nojo só de lembrar que o fiz). Ele colocava as mulheres como objeto sexual, contava coisas deploráveis, e o meu sangue ia subindo. Poxa, eu detesto cara que se acha o fodão...
E eu gosto muito de entender os sentimentos das pessoas. Aquele homem em questão, era um bicho. Eu retrucava muitas coisas, tentava ver se ele esboçava alguma reação, se abria um arco-íris naquele coração de pedra (sim, isso sim foi gay, hein?). Mas nada. Pra ele, mulher é mato, representa "noite", fim. Pior que é casado, e vai ter uma filha, mulher. Tenho vergonha de publicar o que ele dizia, mas, em suma, não tangia nenhuma fraçãozinha de respeito ao universo feminino. E ainda dizia: "Mulher gosta disso. Mulher gosta de levar chute. Você pode dizer que não, mas gosta, gosta, gosta de sofrer."
Gente, isso tem um quezinho que seja de verdade? Digam-me, por favor. Agora eu me pergunto: por que ninguém quer o cara bonzinho, que abre a porta do carro, dá flores, liga, dá carinho?
Tá, algumas coisas dessas eu acho meio bregas, mas mesmo assim...
É mais bonito um cara que cospe na sarjeta, recita palavrões e chama sua irmã mais velha de gostosa?
Ainda não cheguei onde queria.
A questão é: os meninos que escrevem poesia, tocam violino, fazem ballet e têm características que são notáveis em meninas, carregam consigo, embora não determinante, uma pré-disposição ao homossexualismo?
Há, psicologicamente falando, várias vias de pensamento que propõem explicações. Principalmente às psicólogas, pergunto, o que vocês acham?
Eu achei um texto esquisito demais sobre "Neurose Homossexual". Isso realmente ecziste? Texto mais tresloucado que vi.
Tenho dúvidas sobre a veracidade de tal.
Cita até Oscar Wilde e o malefício a ele causado pelo seu amante. É, não sei muito da biografia do mano aí, mas gosto muito da Balada do Cárcere de Reading. "O homem sempre mata a coisa amada."(???)
O tal texto comentado por uma outra pessoa , leiam.
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Sobre a cirurgia
Foi a coisa mais tranqüila do mundo. O meu cirurgião foi um amor de pessoa, e profissional muito competente. Não senti dor nenhuma, só pressão! hahaha
E enquanto corria meu sangue pela boca, eu viajava em umas coisas. Mas não vou contar sobre o que pensava! Só d. Rita sabe!
Digamos que eu percorria mentalmente o início, a manutenção e o fim da vida... Desprendida de valores morais.
Foi muito legal. E minha recuperação também está sendo muito boa. Sem dores, nem os horrores que as pessoas dizem ter. Eu precisava evitar a fala, mas eu consigo? E rir então? Hahahahahahaha, eu ria muito.
- Mãe! Hahahahahahahahahhahhahahahaha
- Hum, você tá rindo porque não passou a anestesia ainda, né?
- Hahahahahahahhahahaa, exatamente por isso! Disseram que quando passa dá sensação de morte! Tô esperando! Hahahahahahahahhahahahahaha
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Sobre o sêlo
Ganhei mais um sêlo da Carol. Que fofa!
E adoooorei, Diva! Hahahaha.
d. Rita ... Que construiu comigo um outro significado pra Diva (um dia eu conto)
&
Candy, que parece ter uma personalidade forte, e imagino que seja uma bela mulher.
E meu sincero agradecimento a Carol pelo carinho!
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Até a próxima.
Monday, July 21, 2008
És belo, és belo!

Ah, e tanto eu teria a dizer!
Da maravilha que é a vida renovando-se...
As folhas das árvores caindo cansadas ao chão, ou uma nova flor se abrindo a embelezar o jardim fresco.
Meu irmão completou 17 anos no mesmo dia em que Dercy nos deu adeus... Ah, e eu que pensei que ela era uma vampira imortal!
Eu podia também contar com um risinho nos lábios como estou alegre por ter com quem dividir meus pensamentos mais malucos e fisolóficos, e ainda ter carinho e atenção. Oouuun. Milagres acontecem!
Mas meu lado reflexivo de cérebro (?) me cobra dizer com mais delongas sobre algo que me ocorreu dia desses...
Numa feira de empresas, onde há só caras-xaropes-de-terno-empresários, eu conheci uma pessoa diferente. É! Eu trabalhei nessa coisa doida, e precisava abordar as pessoas, conversar um pouco. E tive um diálogo bacana com um cara de cabelos e barba enormes (adõõõõro! huahahaah), mas ok! Já parecia ter uma idade um tanto avançada, eu não tinha segundas intenções.
Enfim, ele é um artista plástico, gosta de poesia, quase publicou um livro. Ahhh! Eu me encanto com essas coisas. Comecei a dizer que também sempre fui apaixonada por arte. E pronto: divagações sem parar; disse ele que muitos o discriminam pela aparência! Expliquei que de longe observo pessoas como ele; e já posso premeditar que há nelas algo mais intenso, intimista. Uma pessoa que geralmente não valoriza tanto a sua carcaça mortal, tem mais chance de ser rica na essência. Eu disse ainda que era bom falar com ele, que nossos pensamentos se assemelhavam e muito. Só houve algo que não entendi do tal homem...
Uma tesouradinha às vezes faz bem! Sim? Pode andar descalço na chuva (ele disse que o faz), deixar o cabelo crescer, usar calça rasgada... Mas poxa, uma aparadinha de leve nos cabelos e barba, um perfuminho pra ficar cheiroso, por que não? Qual a filosofia da falta de higiene? Ahn, deixa pra lá. O que importa é que ele tem uma mente bela, e tenho certeza que as obras também são; achei interessante ele contar que fez uma escultura de tijolo, e a utilizou como apelo social, explico - falas dele:
- O tijolo estava na caçamba. Eu o resgatei, dei carinho, o lapidei e ele virou arte. Assim pode ser com as crianças carentes; uma família pode conceber a idéia de trazer alguém para casa - amar, cuidar e ajudar no seu desenvolvimento, para que o ser possa ter uma vida digna.
Oh Deus, se todas as pessoas desse mundo fossem dotadas dessa sensibilidade, ah! Nós teríamos um mundo melhor.
Mudando da água pro vinho...
Já pensaram em como os cirurgiões devem ter um lado sádico?! rs
Tá, estive pensando nisso porque amanhã vou tirar os meus quatro dentes do siso...
Abate x4 ... Juízo -4
Peço que rezem por mim...
Eu espero sobreviver!
E espero também que o meu adorável cirurgião-dentista não tenha ataques de sadismo e queira todo o sangue do meu corpo. Ok! Huahhahuahuhaua.
Beijos, boa semana.
Saturday, July 12, 2008
Visão
"[...] Tinha esse costume; achava sempre nos sucessos do dia anterior algum fato, algum dito, alguma nota que lhe fazia bem. Aí é que o espírito se demorava; [...] Se não havia sucesso nenhum desses, - ou se os havia só contrários, nem por isso as sensações eram desconfortáveis; bastava-lhe o sabor de alguma palavra que ele mesmo houvesse dito, - de algum gesto que fizesse, a contemplação subjetiva, o gosto de ter sentido viver, - para que a véspera não fosse um dia perdido."(Quincas Borba)
Quincas Borba - de Machado, é um livro incrível.
Eu o ganhei em março, e ainda não cheguei nem na metade.
Destaco todos os trechos que me causam impacto, leio várias e várias vezes e depois fico meditando.
Não me importo se demorar anos nessa leitura.
Vou seguindo na lentidão peculiar dele.
O trecho citado fez-me refletir acerca do nosso "olhar".
A imagem é uma foto que tirei sem nenhuma razão, até mesmo porque não sou fotógrafa. Mas a achei tão bela...
Vejo nossos olhos como instrumentos extremamente versáteis e introspectivos.
Todos precisamos projetá-los na direção de seu incremento.
Um olhar fixo, apenas um olhar, não tem significado.
Os olhos da cara, vêem a realidade do coração.
O interno tanto define quanto deforma o externo.
Aquele sorriso, aquilo tudo ainda está em mim...
Tenho medo.
Queria viver do despreparo, do descuido.
Deixei assim...
Sem saber.
Na espera.
Mas isso ainda que doce, é agonizante.
A decepção pode vir como machado (substantivo comum! rs)
(Agora que notei que daria pra fazer um trocadilho com decepcionar e decepar, ¬¬)
=\ ... Que sentimento mais estranho!
P.S.: Eu ganhei um selito da Carol.
Como foi meu primeiro, e não estou habituada ainda à vida ativa de blogar, vai ficar ali do ladinho, e vai ser só meeeeu, meuuu. :)
Obrigada Carol!
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