Saturday, January 19, 2008

ARRRRnaldo canta por mim

Quando eu quis você
Você não me quis
Quando eu fui feliz
Você foi ruim
Quando foi afim
Não soube se dar
Eu estava lá mas você não viu
Tá fazendo frio nesse lugar
Onde eu já não caibo mais
Onde eu já não caibo mais
Onde eu já não caibo mais
Onde eu já não caibo em mim

Mas se eu já me perdi
Como vou me perder?
Se eu já me perdi
Quando perdi você
Quando eu quis você
Você desprezou
Quando se acabou
Quis voltar atrás
Quando eu fui falar
Minha voz falhou
Tudo se apagou, você não me viu
Tá fazendo frio nesse lugar
Onde eu já não caibo mais
Onde eu já não caibo mais
Onde eu já não caibo mais
Onde eu já não caibo em mim
Mas se eu já me perdi
Como vou me perder?
Se eu já me perdi
Quando perdi você
Mas se eu já te perdi
Como vou me perder?


- - -


(Lupcínio Rodrigues)
Agora você vai ouvir aquilo que merece
As coisas ficam muito boas quando a gente esquece
Mas acontece que eu não esqueci a sua covardia
A sua ingratidão
A judiaria que você um dia
Fez pro coitadinho do meu coração
Essas palavras que eu estou lhe falando
Têm uma verdade pura, nua e crua
Eu estou lhe mostrando a porta da rua
Pra que você saia sem eu lhe bater
Já chega o tempo que eu fiquei sozinho
Que eu fiquei sofrendo, que eu fiquei chorando
Agora quando eu estou melhorando
Você me aparece pra me aborrecer


- - -

E eu me lembro bem, como se fosse hoje!
Meu corpo estremecendo, meus dentes quase se quebrando e a vontade de chorar crescia, por sentir tanto frio.
Meia noite ou mais, toda molhada, implorando por um abraço, mas você ouvia?
Sem equilíbrio, procurava alguém pra me apoiar...
E acabava no chão.
Não tinha nada de carinho, parece que você só me enxergava mesmo minha feminilidade. E esperava eu abrir as portas pra entrar, depois sair segundo sua vontade, e sem dizer adeus, ou tchau, já que dizia não gostar do adeus.
Tudo o que eu dizia, era "rodeio pra enfim nada dizer".
Tudo que eu sentia nada significava.
Nem eu consigo imaginar o quanto eu sofri.
Noites, pesadelos, lembranças, tanta frustração.
Quando eu consigo esquecer um pouco...
Olhar por outro ângulo...
Ter sentimentos totalmente diferentes...
Sou convidada a mexer em tudo aquilo?
Não quero mais.
Eu cansei.
Não tenho mais medo...
O quê tinha a perder, já perdi...
O que mais prezava já se foi.
A saudade já não existe...
Passou, passou.
Agora chega!




Friday, January 11, 2008

SRG - versos vezes três

(Não há nada melhor no mundo do quê o sorriso e as brincadeiras dos dois amores da minha vida!)

Se não há o quê pensar
Sobre o que vai fazer
Olhe para o Sol
Para esclarecer
E cegar os seus medos
E derreter os seus dedos
Espetar o seu ombro
Com agulha de um mongo
Quando eu for assinar
Vou deixar minhas mãos circularem
Depois que cagarem
Ou desenharem
Ou peidarem
Ou "enquadradarem"
Ou *-.~^´* (símbolo misterioso)


Assina aqui pra mim, por favor!



Assimetria

Quero sentir
A viscosidade de cada órgão
Escondido pela pele
Apertar com força e sofreguidão
Essas veias banhadas em vermelho
Sorrir cinicamente
Namorando a pulsação
Enlouquecer
Contemplando o coração
Estranha emoção
Entranha em exposição
Fuga da coesão
Libertação
Brincar de profanar
Abstrair a tentação
Estremecer dos pés à visão
Sem destino, ser estátua de marfim
Lavada de solidão, jogada no chão
Esperando alguém entrar em mim.


(Escrito nesta madrugada chata; finalizado na privada; borboleta a girar em torno da luz).

A eterna busca de si mesmo (2)

Apesar dos pesares, foi legal escrever essas babaquices naquela biblioteca legal! ¬¬

O dia amanhece sem razão. O sol cintila. Os olhos perambulam, avistando a paisagem da janela. Céu azul, um dia que clama para ser visto. As mãos esfregam os olhos, a cabeça agita-se freneticamente para livrar-se de devaneios passados e as mãos apóiam-se na cama. Não há coragem, mas há força. Uma força inata. Um desejo de vislumbrar o mundo por mais vinte e quatro horas.
O vento parece acariciar o asfalto. As árvores são embaladas como se fossem bebês ao som de uma canção de ninar. De repente, avista-se carros em fúria e fumaça; pessoas em alta velocidade, matando o tempo para dominar com precisão seus compromissos. É uma correria desenfreada: as lojas com letreiros coloridos e exibicionismo. O mendigo a querer beneficiar-se com o fruto do esforço alheio. A mulher com expressão cansada carregando o filho no colo. A crianças sorrindo à caminho da escola. Eu a observar, e pensar: "Qual o real sentido da existência?"
As pessoas nascem, crescem, talvez venham a gerar descendentes, para depois cair no vazio, na morte, como uma flor que murcha, cansada de esbanjar beleza.
Logo olho em outra direção, e percebo que ainda sou a flor cheia de vida. Que mesmo em um jardim ensangüentado, recebo a luz do alto, e posso continuar a florescer.
Busco meu caminho. Às vezes nada dá certo: as portas se fecham. Os carros quase me atropelam. As crianças me olham e caçoam baixinho da minha "vida adulta". Eu tropeço no mendigo. Vejo minhas cartas de amor no lixo. Minha vida a ser delineada, e não há chances para o contorno acontecer. Penso que é mesmo tudo muito difícil, e eu poderia deixar de acreditar em futuros êxitos. Mas a noite me acalma, me acalenta e me dá esperança para continuar buscando partes de mim perdidas pela cidade. Eu tenho a ilusão de viver para montar meu quebra-cabeças, e nada mais. Caio no mundo escuro dos sonhos; para mais tarde acordar para mais um dia. Com ou sem razão.

Friday, January 04, 2008

Oh, my GOD!

Acho que não sou tão egoísta assim!
As feridas me ajudaram a notar que se ferir é inevitável (que coisa, não!?) , e "pôr o dedo na ferida" me deixa um tanto triste. Mas já me conformei. Já fui destruída por tanto. Já não me deixaria prostrada por muito tempo se caísse a qualquer instante. Se recebesse mais humilhações. Como um troféu a dor viria mais uma vez. Mas não posso mais ser a vítima, e me entregar, levantar esse "prêmio" como um alento. Querer perder todas as esperanças. Fazer como sempre: jogar fora coisas que lembram o passado, querer arrancar tudo, esquecer, enterrar. Mas não dá! É tudo real. Faz parte de mim, embora eu finja que sou apenas um corpo e uma mente esvaziada, e perdida no vazio.
Ilusões... As minhas foram desmascaradas pelo tempo. Mas não é justo que eu queira fazer as pessoas deixarem de buscá-las. É mais fácil ver alguém fracassar. É mais fácil se apegar a alguém que se sente triste. Às vezes dá raiva... Perceber que é só você que se sente sozinho. Que a vida não lhe sorri, que você parece desamparado, sem cor, sem vida.
E eu... Não sei! Quando realizava coisas (como no ano que passou... realizei tanta coisa que queria, e acabava sentindo culpa por isso). Sinto culpa por ser feliz. Acho que há muita coisa injusta. Que os homens são muito egoístas. Que ninguém suporta ser contrariado. Que realmente dói demais você saber que não vale nada a alguém. Talvez valha por uma semana, quem sabe... Enquanto satisfaz necessidades, a qualquer nível humano.
E eu me pergunto: "POR QUE?"
Pra quê uma vida tão complicada?
Se de fato existe um Deus, o que Ele quer com tudo isso?!
Recompensa depois... Viver eternamente?! Isso é desesperador. Se não suporto viver uma vida que na maior das expectativas, duraria 100 anos... A eternidade seria extremamente amedrontante!
E tudo isso que eu penso pode me levar ao inferno?! A queimar eternamente também?!
E eu vou lá saber medir a dor?
Talvez queimar eternamente não seria nem uma pequenina parcela de sofrimento se compararmos com guerras, fome, fortes angústias...
O que costumo pensar é que a vida é uma coisa louca mesmo... E que vamos morrer e fim. Mas e onde se encaixam os acontecimentos sobrenaturais?! Seria fruto da imaginação? Loucura?
Então acontece que a natureza se transformou sozinha. Ah, legal!
Os peixes viraram répteis!
O animalzinho comedor de bananas de repente adquiriu um cérebro pensante. E ainda depois ele tomou consciência de que SABIA que SABIA. Sapiens sapiens. Bobo boboca! Destruidor de si mesmo. Eu não entendo!
Cada um inventa a historinha mais legal e confortante.
Houve um tempo em que eu ia a igreja, estudava filosofia e a origem da vida. Nada me satisfez. E ainda não sei o quê faço aqui. Às vezes paro para filosofar, e acho lindo o jeito como as coisas acontecem catastroficamente, porém de maneira poética na minha vida; acho encantador, e penso que há algo ao além, indecifrável, e por isso tão belo, pra depois virar sentimento e dúvida, razão sem razão, uma FORÇA, um espírito, um um um ... ah!
Fico incomodada por não conseguir ter fé em Deus... É muito a se pensar. Alguém que governa tudo. E quando dizem "Deus me ama!" . Caralho! Deus odiaria alguém?! Teria sentimentos? E ressentimentos? Se tivesse não seria perfeito. Seria humano. E se somos reflexos de Deus, ele é de fato humano!? Se é, por que superior, se imperfeito?! E de onde ele surgiu!?
Agora, exatamente agora meus olhos começam a formar lágrimas, e um arrepio percorre meus braços. Vem justamente a minha mente a imagem de Deus, criada quando eu era criança. Lá em cima, um homem de poderes, barba branca enorme. E de repente lembro quando perguntava a minha mãe: "E de onde ele surgiu?!" ... E vislumbro um buraco. Ele surgindo. Mas de onde? E vejo as trevas (que não sei por que, me lembravam de plantas verdes)... E depois meus olhos percorrem montanhas. E Deus lá, lá em cima. É tão psicodélico, que acho que nem que eu usasse drogas, conseguiria ter tais sensações e imaginações. Aliás, por falar em drogas... Se elas transformam tanto a mente de um usuário, faz ele "ver coisas", por que a mente não seria capaz de criar TUDO? Mas e a mente primitiva? Surgiu por geração espontânea?!
Deus! Deus! Deus! Às vezes oro... Clamo! E não sei o quê dizer. Mas peço perdão. Porque eu sou fraca. Porque eu não consigo mesmo ter uma opinião formada. Porque quando eu preciso, eu choro e clamo como que para aliviar, para estacionar aflições. Eu escrevo por escrever, penso por pensar, e é tudo tão incoerente. E quase ninguém me compreende. Eu fico sozinha. E demoro a cair na minha "morte temporária" (sono). Talvez a morte seja um sonho. Talvez a vida seja uma brincadeira. Talvez Deus esteja rindo de tudo isso aqui. Talvez isso tudo que eu sinta seja uma fumaça negra, vinda do cigarro de uma tuatara que inventou-se e deu-se a vida. Talvez nada disso exista. E quem sabe eu seja auto-destrutiva?! Sei que no fim, os bichinhos vão mesmo me comer, e essa carinha que gosto de ver no espelho vai se desfazer. Mas porra, eu disse FIM?! Eu não sei o que é o fim! Eu não conheço nem o começo, como vou saber do fim?!
Eu não uso drogas, JURO!
Por Deus?!
Que Deus me perdoe por estar usando seu santo nome em vão!
Mas ele é mesmo santo!?? O quê faz dele santo?
Ah, Senhor. Perdoe-me. Eu não sei o que digo.

Tuesday, January 01, 2008

FELIZ 2008!

O ano vai chegando ao fim...
E você pensa: "Esse não foi o meu ano... Deu tudo errado! Nada me importa, vou fazer o que tiver vontade!" (e se fosse pra pensar filosoficamente, diria que o próximo ano vai ser zilhões de vezes pior!)
Então começa a encher a cara, xingar em pensamento o filho da puta que te fez mal, ver amigos que você não viu durante todos esses meses, ligar e receber ligações de/para pessoas com as quais você mal trocou olhares nesses 365 dias, deixar de se importar com as conseqüências e fazer coisas até imorais!
Porque depois vai surgir o próximo ano, e ao final da contagem regressiva para a meia-noite, tudo de obscuro vai se dissipar. E nada mais de vícios... tristeza... desentendimentos...
"Nesse ano eu deixo de fumar!"
"Nesse ano eu quero alguém para amar, e ser fiel!"
"Nesse ano eu não vou mais ter crises existenciais, vou ser feliz e viver intensamente!"
"Nesse ano... nesse ano... nesse ano..." (aaarghhh, movimento me deixa tonta e com mais vontade de vomitar...)
E lá vai a multidão... Com roupas novas, cores que simbolizam desejos, abraços, beijos, promessas, reconciliações, sorrisos, cumprimentos... Enfim!
Fiquei até com medo de ser a mesma de 2007... Tanto sofrimento, tanta aventura louca e neurose, tanto que errei... Eu não quero mais!
Mas que ilusão! Nada muda... É tudo igual... Sou a mesma de 17 anos atrás (quase 18), carrego partículas de tudo que ganhei na vida, até mesmo o que perdi... Há ainda resquícios de 1990, 1991, 1992, 1993, 1994, 1995, 1996, 1997, 1998, 1999, 2000, 2001, 2002, 2003, 2004, 2005, 2006,2007...
Todos esses anos fazem de mim o que sou...
E o lado medonho de tudo isso é ator coadjuvante nesse drama do meu viver! hahah

FOGOS...

Náusea... Vertigem... Nos lábios um sabor agridoce... Dor de cabeça!

ALEGRIA!
É mais um ano que começa...

Não quero mais as mesmas esperanças do ano passado...
Quero viver me aventurando mais...
Ganhar, perder...
Faz parte do jogo!

E vamos lá...

(para o banheiro)


TCHAUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUU!

Friday, December 21, 2007

Visceral...

(teclado do note da tia desconfigurado... hunf! Odeio deixar de acentuar as palavras)


Dias atras...

Sonho 1 - Pelada, nadando em um rio sujo localizado entre casas. Nada de pudor. Homens observando.

Sonho 2 - Brincando (semi-nua, de certa forma um pouco coberta, porem sem pudor tambem) em um balanco``natural``, ao lado de uma mulher.

Conclusao - (limpando chamine) - Negacao parcial a moral esmagadora de desejos; maior atencao aos proprios impulsos, sem paranoia.

Realidade 1 - Com uma camisola (se eh que aquilo pode ser chamado de roupa),diante de uma mulher baixinha, com uma mecha de cabelo branco na frente (linda, quero uma igual).
- Agora vou examinar seus seios, fique com as maos para tras!
- Ahn ahn, ta...
- Ok...
(tocando a barriga)
(Rafaela observando os mosquitos invisiveis)
- Agora vamos la para baixo!
(Nao, nao, nao - penso)
(Outra moca entra)
- Ah, ja viu frango assado? Quando voce vir depois de sair daqui lembrara de nos! Coloque seus pes aqui, e as maos para tras!
- Vao me torturar!
(Riem, e dizem : ``tao tranquilo``)
- Ai , eu to tremendo!
- Relaxa...
(moca auxiliar): Eh, to vendo que tamanho nao eh mesmo documento! Voce desse tamanho, com medo de uma baixinha!
- Tudo perfeitinho!
- Jura?
- Sim!
- Prontinho! Eu nao te torturei... Pode ir para o banheiro e vestir sua roupa!
(Fecho a porta, olho para o espelho, e comeco a chorar... Mas por que eu choro? Nao sei... Enxugo as lagrimas, visto a roupa, e vou para a outra sala conversar com a simpatica senhora!)
- Eu nao te torturei! rs
- Voltarei mais vezes! (Caralho, por que eu disse isso?)


Realidade 2 - Minha mae pediu um hemograma!
Eu:
``Nao pode ser hoje?``
Sim!
Ouvindo bloodbath no mp3... Louca pra tirar sangue!

La chegando... Sentada esperando e ouvindo musica...
``Rafaela, tira isso da orelha! Te chamaram.``

Conversando com a moca... Olhando a agulhinha!
- Faz tanto tempo que nao tiro sangue! Nem doi ne?
- Que isso! Picadinha de formiga!
- eh ... he he he, diz como se eu fosse uma criancinha... Eu faco drama!
(Tirando... ``AHHH, QUE DELICIA!``)
Queria ter tirado umas 20 vezes! hhuahahua

Conclusao 2: DRAMA, DRAMA, DRAMA, O MAIS PURO E VERDADEIRO DRAMA!

Tuesday, December 18, 2007

Onamismo

Ah! Que terror me ver sozinha
Nua no escuro do quarto
Sendo agarrada pelas minhas próprias entranhas
Que vontade de fugir de mim!
E de correr para um lugar seguro
Cair nos braços de alguém
Sair na chuva,
E chorar.
Sinto cheiro de morte:
É hora de enterrar mais uma ilusão.

Monday, November 26, 2007

Da natureza dos lobos.

Na verdade, fazia tempo que eu não utilizava mais alguns KB's escrevendo a alguém!
Quando tudo se perdeu, eu sentia um vazio tão grande por não ter a quem compartilhar pensamentos... Por mais que antes eles fossem em grande parte deturpados ou ignorados.
Aquilo era um mal que me fazia bem ... Um refúgio nem sempre tão apreciado, mas eu gostava de me enganar... Era uma forma de sentir... De aprender a sentir! Aventura?! Na verdade, era desequilíbrio com batom e rímel! Uma mentira que eu criei, sustentei, e que não tive capacidade de destruir... Fui destruída.
GAME OVER!

Contrariada, inferior, perdedora...
Tudo o quê um ser humano orgulhoso gosta! ¬¬

E agora?
Eu me perco a cada dia mais...
E preciso dormir...
Sem pensar...
Apenas dormir!

Lobão!
Tudo o que tenho sentido se retrata muito bem em muitas e muitas letras desse doido!

E por falar nisso, Hobbes já dizia, e um tal professor de filosofia repetia: "O homem é o lobo do homem."
Sempre será!
Egoísmo!
Aniquilação!
Hedonismo! E quem dizia não ser adepta de tal?! HEIN?!

Friday, November 02, 2007

Meros devaneios a me torturar...

Gestos delicados transformam-se em tortura...
Êxtase...
Limite.
Fim.

Afinal, o que é o fim?!
A morte?
O pó?
Um desatino?
Uma lágrima?
Ejaculação?
Destruição?
Trituração?
Cinzas pelo chão?

Sunday, October 28, 2007

Ainda dói...

Martela minha cabeça...
Me destrói...
Por fim recebo como troféu a incerteza unida à discrepância.

A l l e i n e z u z w e i t !

Wednesday, October 17, 2007

Vingança?


A máscara

(Augusto dos Anjos)

Eu sei que há muito pranto na existência,
Dores que ferem corações de pedra,
E onde a vida borbulha e o sangue medra,
Aí existe a mágoa em sua essência.

No delírio, porém, da febre ardente
Da ventura fugaz e transitória
O peito rompe a capa tormentória
Para sorrindo palpitar contente.
Assim a turba inconsciente passa,
Muitos que esgotam do prazer a taça
Sentem no peito a dor indefinida.
E entre a mágoa que masc’ra eterna apouca
A humanidade ri-se e ri-se louca
No carnaval intérmino da vida.



- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -


Depois de tanta aflição, a procura.
E logo, do outro lado, a fuga.
Odores pútridos...
Lábios amargos.
Sorrisos falsos.
Hipócrita - Rafa, a personagem
Como um animal
Com necessidades de animal
Os traumas desenhando gotículas
E a mente, por mais que fora de órbita,
Procurando um jeito de arrancar todo o mal.
Dama negra rastejante
Ignorante
Um lixo
Uma violência aos olhos
Asco... PENHASCO... HAHAHAHA


Já passou... NÃO passou...
Eu quero a minha outra parte. De novo. Aqui. AGORA! :(

B de Burrice.






Thursday, October 11, 2007

Sensibilidade.
Medo.
Esperança.
E nada.
Tentativa... Quase frustrada.
Um desejo desesperador de afeto.
E? Solidão.
Angústia de esperar pelo que não mais virá.
Vontade de guardar tudo...
E tentar dissipar cada fragmento...
Com o tempo,
Com as diversões (como as do dia de hoje, ah, como foi bom!)
Com substituições.

Não sei se sei sentir...
Não sei se é tudo capricho.
Não sei.
Mas dói.

Monday, October 08, 2007

Juro que me esforcei...

Agora me sinto completa. Uma completa idiota!

BEM FEITO!

Tuesday, October 02, 2007

AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHH!

"
O grito é a fuga do silêncio
O prenúncio de um gozo ou um sinal de dor
Pode ser um aval para o covarde
Ou para a alegria olímpica do vencedor
Não raro é um xodó de psiquiatras
Ou simplesmente um deleite para quem gosta de gritar
O grito, pai da palavra, sogro do pânico, primo do
desespero,
Neto da vida e da morte, filhote do entusiasmo e da
euforia
A certeza da certeza faz o louco gritar
A certeza da certeza faz o louco gritar
A certeza da certeza faz o louco gritar,
Gritar, gritar, gritar
Grito de carnaval, grito de guerra
Geralmente as vaias são o grito do minuto de silêncio
Grita o coro da tragédia
Gritam também as menininhas da platéia
O grito é o mantra do condenado
Ou do atingido pela sorte de um bilhete de loteria
Grita a boca desgrenhada do ventre anunciando a fome
Grita o pastor esconjurando demônios na sua liturgia
A certeza da certeza faz o louco gritar
A certeza da certeza faz o louco gritar
A certeza da certeza faz o louco gritar,
Gritar, gritar, gritar..."


GRITARRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRR!

¬¬

Com RAIVA
ARREPENDIMENTO
VONTADE DE ESTRANGULAR!
E me afogar em uma lata de lixo...
É o que logo vai acontecer mesmo!
(se não por mim pelos outros)...


AHHHHHHH, tão efêmero é o homem...
Lembro do werther, dizendo que isso rasgava seu coração!
E rasga o meu também!

E eu to nojenta, pra variar! =(

Friday, September 14, 2007

"Você partiu em meio à multidão
Fiquei parado sentindo a sensação
De alívio que me deu depois."

Até quando vou continuar me enganando?
Adiando minhas vontades...
Esperando a morte chegar?

NÃO QUERO NADA.
EU QUERO FICAR SÓ...
Nada de companhia...
Nada de diversões...
Nada de diferente.
NADA!
n a d a .

=(

Monday, September 10, 2007

CaOs La

É...
Bagunça para todos os lados.
Obriguei-me a viver na bagunça... Tenho temor de pensar em arrumar, em analisar minuciosamente a coisa mais banal possível. Deixa aí!
Tentei me convencer de que nesse final de semana eu iria definitivamente acreditar no desatino, mas não consegui... Será que me prendi a isso? Não deveria... E eu ainda vou conseguir me desvencilhar disso, mas só depois de ter me envolvido mais... Pra não ter arrependimento... "Se... "
Pois é...
E eu me sinto tão cansada...
Tão inútil...
Tão nojenta...
Tão nojenta...
Tão nojenta...
Sentimentos vomitados...
Incomodada.
Deixada.
BOBA.
IMBECIL...

AAH!
Eu nunca vou encontrar um ponto de equilíbrio?
FLUTUA... FLUTUA... FLUTUA. NÃO PÁRA.
POR QUE NÃÃÃOOOOO? =(

Thursday, August 30, 2007

Mudanças . . .

Não gosto de despedidas...
As pessoas mudam quando longe de nosso convívio.
Mas preciso me acostumar...
Aprendo muito com cada uma que passa em minha vida, e todas têm um significado para mim.
Sinto-me enamorada pela vida, pelas cores, pelas diferenças, pelos animais, pelas crianças, pelos velhinhos, pelos adultos cheios de vigor.
Eu fui embora do prédio sem conhecer o cabeludo do elevador... rs
Tudo foi muito válido. E vou ter saudade.
Mas hoje, meu dia vago foi bom demais... Dormi, comi chocolate, pão, coca, porcaria... porcaria... Vi a Beta, a vovó (que saudade que eu estava de abraçar ela!), os putuquinhooooss, ai que delícia!
Eu me sinto tão feliz!
O Priorado de Cavalão me fez notar que este é o meu momento. Que seja, da melhor maneira POSSÍVEL...
Eu só penso nisso. Eu só falo disso. Eu só sinto isso.
E tenho lido romance policial, mas não quero me tornar uma assassina. =D

EUUUU AMOOOO O MUNDO!!!

DEEEEUS, OBRIGADA POR TUDO.

Tuesday, August 21, 2007

Loucura!

Dia de peregrina. Calcanhares machucados.
Andar de ônibus é algo muito sexual! Huahahhuahuahua.
O meu Alfred me anima tanto com o RAYBEE dele, ou até mesmo quietinho no cantinho dele.
Logo vou ter que me despedir...
Daquele prédio bonito...
Da lixeira legal, que sempre me faz ter a sensação de mais um dia cumprido... Me sinto em um filme de mistério quando ando até lá...
Do cabeludo gatão do elevador (que eu não conheci =( ) ... Mas pelo menos foi engraçado o dia que eu desci o elevador, subi de novo, e quase a porta fecha comigo, e ele riu de mim... rs ... E desci, e subi... Huhauhauhhuhua!
Do elevador de luzes azuizinhas... =\
Da Mi e da Pri ouvindo minhas besteiras...
Daquela paisagem doida...
De tudo, de tudo!
Mas é a vida, né? Tudo passa. A gente é esquecido. A gente só presta enquanto serve um outro alguém. A gente na verdade nada vale.
Mas eu tô tão feliz!
Nem tem motivo, mas tô!
Não quero saber de mais nada...
Eu quero rir, e me preocupar menos com as coisas...
Não vale a pena se preocupar excessivamente com nada. Nunca vai valer...

Eu tô cansada pra caralho, e com sono!
Mas acho que ainda vou ler...
E não vou a aula (eu devia me envergonhar de estar tão relaxada com escola)...
E eu devia me envergonhar de não me sentir importante (para ninguém)...
Mas eu dou risos de conformidade.
Porque não aspiro nada além de um singelo riso nos lábios e a cabeça em paz para deitar no travesseiro.
Dormir, dormir, dormir...

Thursday, August 09, 2007

=]

Alegria agora! Agora e amanhã!
Alegria agora e depois e depois e depois de amanhã! =)
Huahuauahuuhaa.

Ah, que falta faz olhar pela janela e ver o circo! =\
Fiquei namorando-o por um mês. Ele ali quietinho, todo coloridinho, no meio daquela paisagem contrastante de verde e preto (poluição! rs). Ahhh!

Cada coisa louca que escuto! Cada absurdo! Cada loucura!
Piada.
E eu RIO MUITO e não VALO NADA! (lembranças de um tempo que é bom que fique lá para trás mesmo! rs)

Hoje minha mãe me contou uma historinha, e eu bebendo chá de morango... Muito engraçado. Parecia criancinha. Bebia, sorria, olhava, imaginava, criava as cenas na cabeça, e sorria de novo.
Foi meu último dia de terapia por hora. Ah, e vou sentir saudade. Mas sem sentimentalismo EXACERBADÉÉÉRRIMO (aula de superlativo Sílvio Santos total)...
Dou-lhe uuuuuuuuma!
Huauhhauhuahuhuhuahua.

Lembrei da dona Ilda hoje, e fiquei imaginando... Como esquecemos as coisas rapidamente!
Deixamos as pessoas para trás, para trás, para trás.
E olhamos para a frente, para a frente, para a frente.
"tô boooa, nem sei porque eu tô aqui!"
"eu tenho uma saúúúúde!"

Minha mãe disse que o futuro é enigmático!
E literalmente, será? rs

Meus sonhos têm sido muito loucos. Ficam na minha cabeça por dias, e dias, e dias.

Os dias correm. Perninhas velozes.

"Alô, alô, ALÔÔ... AAAAAAALÔ... ráá, te peguei, isso é uma gravação!"

É, né?

Essa vida é muito louca!
Queria entender por que a gente vive, cara! Que coisa doida!
Queremos riqueza, inteligência, filhos, amantes, amigos, boa aparência...
Acumular em troco de quê?
Não entendo... Viver é realmente sinixxxxxxtro!
E sabe, quero seguir uma "carreira" religiosa. E isso não é fuga! Hunf.

ADIOOOSSSS