Friday, February 13, 2009

Percebo que os gestos são todos programados, vc acorda cansado do dia todo por vir e das pessoas com as mesmas expressões "sublimes", o sorriso mentiroso e alegria burra de mais um dia. De mais um dia não vivido.
Eu quero dançar valsa na chuva, namorar numa mata (uii), rir e pular, correr, me despir para o sol, me encantar com as cores.
Abraçar travesseiro... procurar uma estrela. Lembrar de alguém com amor.

Chuva, ar-condicionado, roupa de frio, cansaço e tédio.

Wednesday, February 04, 2009

Escrevendo a dois

Hoje parei pra rever e-mails.
Como não há nada de legal para escrever, minha cabeça está cheia de problemas, e eu neeem quero fazer explosão emocional, vou transcrever um texto, uma história, estória, conto, sei lá o que é, foge à lógica e a tudo de normal desse mundo. Mas o que importa é a experiência vivida: tirar um tempo do dia (mesmo tendo muitas tarefas, tanto eu quanto ele), tentar criar algo que possa interagir com o que o outro pensa, traçar uma trama e esperar que a pessoa do lado de lá dê ênfase, ou mude tudo, leve pra outro lado... enfim, foi meio maluco. Acabou sem decreto, apenas por falta de ... nem sei.
O mais engraçado é que nunca tivemos uma conversa... normal.
E nem nos conhecemos... direito.

Hortêncio* virou literatura. Era maleável como um folha de papel molhada. E numa folha pode caber o infinito e um pouco mais. Ele dizia que isso o excitava e o fazia pular freneticamente com suas tranças azuis. Era um rapaz curioso, e pensava em coisas muito esquisitonas. Seus braços já não eram aqueles do nascimento: tinham sofrido mudanças significativas depois de sua saga a um Universo muito próximo. Agora estava planejando algo revolucionário.

(...)

De fato, concluiu que o amor atuava como um acelerador do tempo. Quando sentia um tesão emocional, parece que o mundo se tornava leve como brisa; a boca se encancarava com os dentes para fora, e o peito inflava sôfrego. Era bom lembrar de seu nome e suas vertentes, afinal, havia dias que se encontrava em um local desconhecido, onde ninguém o chamava. Tampouco ouvia a própria voz, a não ser os urros que soltava por convivência com criaturas distintas. E, como um menino franzino, olhava-se da cabeça aos pés com ternura e dizia: "Hortenciozinho, Hortêncio, Hortêncio Ortiz... Amooor... Amooor!"
Quando retornou do devaneio à luz, o seu amigo imaginário já havia encontrado caminhos para vencer o jogo. Venceu, levantou os braços e sumiu; Hortêncio nem se importou. Não se importava com jogos! Pensava, deitado, reflexivo e calmo sobre a última vez em que sentira o amor tomar conta de si. Nesse momento, um fruto de uma árvore estranha caiu em sua barriga. Nunca havia visto fruto igual; pegou-o com destreza, e jogou-o ao ar três vezes. Depois segurou-o levemente, movendo-o de uma mão para outra, e pôs-se a dizer:
- É... é só o amor!


* Nome alterado, porque ele nem sabe que estou publicando isso. Não que se importasse. Ele é a pessoa mais excêntrica e tranqüila que já vi passar à frente de meus olhos.

P.S.: Acabei apagando a história, era muiiiita coisa. E ninguém ia ler.
Então, ficou essas partes desconexas. Mas que eu gosto, e as duas eu que escrevi, rs.